> Elisa entre gotas de poesia

A filosofia dos sentidos




Hoje, dia 05 de Agosto de 2017, eu aprendi uma filosofia de vida...
Um rapaz com câncer dizia para um senhor com Alzheimer:
-- Deus te deu dois ouvidos, dois olhos e uma boca, então escute mais, observe mais e fale menos. Ele dizia isso para o "vovô", pois o mesmo não parava de falar alto, gritando e reclamando de sua situação, pois além da demência muito avançada, aquele senhor estava com alguma outra complicação cujo eu não consegui identificar a causa.
Nossa eu achei isso tão esplêndido! Ouvidos, olhos e boca...Uma metáfora, uma comparação.
Eu estava na emergência da Santa Casa esperando para ser atendida, devido a uma infecção urinária, passei a madrugada toda ouvindo o rapaz com câncer conversando com esse senhor. 
Literalmente incrível!
Eu não dormi, pois fiquei conversando com a minha mãe.
E o rapaz com câncer no outro dia, todo empolgado, veio e me disse assim:
-- Ah guria, agora tu estás com sono né? Não dormiu de noite né? -- E ele sorriu para mim.
Eu sorri para ele e não disse nada, porque realmente eu estava anestesiada de sono.
Novamente, ele passa por mim, eletricamente, e disse:
-- Força e fé, vamos tomar um café?
Ele estava extremamente agitado devido à quimioterapia e eu nervosa, com medo que acontecesse algo com meu rim transplantado. 
Mas eu apenas ficava pensando em seus dizeres: " se Deus me deu dois olhos, dois ouvidos e uma boca, e sendo assim é para eu falar menos e observar mais, então eu estou perdida". Porque eu falo demais mesmo, eu amo falar, sou louca por um bate papo, uma conversa. E enquanto ele continuava indo e vindo pra cá e pra lá, cada vez mais aceleradamente, eu já estava conversando com uma psicóloga, uma outra paciente, muito simpática e bonita, que estava ali na emergência, devido problemas com cálculos renais. Ela viu que eu estava "desesperada", porque a bateria do meu celular estava quase terminando, e eu recém havia conseguido conectar o WIFI do hospital. E tão gentilmente, ela me ofereceu o seu carregador, mas não engatou o cabo!
E o rapaz com câncer novamente passou por mim e disse:
-- Moça de olhos verdes, tudo passa, tudo passa, força e fé. E o café?
Enquanto isso ele conversava com outro senhor e falava de seu problema:
-- Agora vai começar o inferno, a dureza, vou ser internado hoje.
E o senhor dizia pra ele:
-- Vamos pensar que é apenas uma fase ruim e que vai passar.
E ele olhou pra mim e disse:
-- Vai passar, tudo passa.
E o café..., quem sabe, um dia a gente tome juntos para continuar essa filosofia dos sentidos.



Amor veneziano





Foi um amor
Que aconteceu
Em Veneza
Em meio à praia
Longe do sol
Próximo à natureza
Um amor
Que se perdeu
Perto de Verona
Ou talvez
Em Roma
Trágico
Mágico
Tipo Romeu & Julieta
Um amor veneziano
Entre uma francesa
E um romano
Eles eram
Apaixonados
Tomavam café
Conversavam juntos
E jogavam pétalas de rosa
Num lago
Viviam de arte e de afagos
Falavam de amor
Por toda parte
Visitavam museus
E riam sozinhos
Entre ruelas quase desertas
Ai meu deus
Como ele amava ela!
Uma pintora
Louca por aquarelas
Que por acaso
Um dia
Pediu uma carona
Para um escritor desconhecido
Eu duvido
De imediato ficaram amigos
Mas dizem que foi amor
À primeira vista
Em um passeio
De gôndola num rio
Eu creio
Foi o lugar
Em que ela sorriu primeiro
E o céu veneziano
Inspirava
Aquele poeta romano
Um tanto insano
Por cartas de papel
Ele vivia à moda antiga
E era gentil
Comprando torta doce
E margaridas!

Filmes & Poesias




A Bela & a Fera 

No interior da França
Vivia um príncipe 
Um tanto cruel e mimado
Que escondia os mistérios
De seu passado
O príncipe
Agraciado por sua beleza
Em um baile
Em seu castelo
Poderia estar
A procura de sua princesa
Se uma bruxa
No meio da noite
Não aclamasse por abrigo
A vossa alteza!
Ela lhe ofereceu
Uma rosa
Por gentileza
Ele tão convencido
Não mostrou-se cordial
Tão amigo
E sem candura
Expulsou a bruxa
Por sua velhice, pobreza e feiura!
A feiticeira
Vendo o príncipe
Agir daquela maneira
Tão fria e arrogante
Com sua magia
Desfez-se de seu roupante
Mostrou que beleza
Ela tinha 
E como punição
Lançou uma
Maldição no castelo
E em todos que lá
Habitavam
Quem dera
O príncipe virou
Uma fera
E para quebrar o feitiço
Voltando assim
A sua antiga aparência
O príncipe deveria
Descobrir o amor
E ser correspondido
Senão o seu castigo
Seria ser uma fera
Por toda a sua existência
Mas que desgosto!
Quem seria capaz de amar
Um monstro?                                     

Onde a neve encontra o mar






Quando a neve toca o mar
Já posso sentir
E respirar
Esse ar tão gélido
De um lugar desolado
Ibérico 
Pretérito
De um silêncio
Sem mistério
A neve cai 
Junto a um firmamento
Bem devagar
E acompanha a sorte
O caminho do vento!
Sem reclamar
A neve faz cócegas no mar
E suas ondas
Riem 
Para lembrar 
Quando flocos de neve
Tão pequeninos
Dançam com o mar!
É a mesma neve
Que cobre o navio
As águas de um rio
E um  chapéu 
De um menino
Recém formado
Bailarino
Que se põe a flutuar
Sobre um lago congelado
Quando o mar está de ressaca
Agitado!                                                  

La serveuse




Bonjour
Dit la serveuse
Accepte
Un café avec de la baguette?
S'il vous plaît
Il est une gracieuseté de la maison
Ah oui
Dit le client
Merci!
La serveuse se précipita
Échange la crème brulée
Par Ambrosia!
Accepte un chocolat chaud?
Entré dans la cafétéria
Un autre client!
Bonjour!
Un croissant
Un Petit Gateau
Que chic!
J'ai adoré ce bistrot!
Monsieur?