> Elisa entre gotas de poesia

Lascio i fiori in tuo cammino



Non posso dire
Che io non lo so vivere senza l'amore
Ma solo una canzone
Può dirmi cosa sento
In mio cuore
C'è un cielo
Nel mio inverno
Che appena sa cantare
Quando ti guarda
Da sola
Guardando il mare
Forse
Potrei solo parlare
Una volta
O cantare in francese
Che questo amore
Che pulsa in mio cuore
Fa rumore di allegria
C'è una sola sinfonia
Tra di noi
Che solo il mare
Conosce e canta
Posso persino aspettare
Un'eternità
Possono passare secoli
Ma non posso dire
Che tu non mi manca mai
Sento la speranza
Nel tuoi occhi
Da qui
Sento il vento che soffia
Nella tua direzione
Dove la luna
Da sola sa
Superare l'oscurità
In compagnia di stelle
Che scommessono
Nella nostra unione
Non posso essere vicino altrimenti
Il nostro destino
È già così giusto
E se qui
Per ora
Devo essere da solo
Lascio i fiori in tuo cammino

Céu amarelado







O inverno
Está indo embora
Espera mais um pouquinho
Logo agora
Chega a hora da Primavera
Com o canto dos passarinhos
Joaninhas e borboletas
Voam sozinhas
As folhas das árvores
Já não caem mais
Sinto o cheiro das flores
E o calor do vento
Te traz uma certa paz
O inverno está se despedindo
Um pouco de frio
Um pouco de chuva
E o sol
Vai se abrindo
E novas cores
Com outros amores
Vão surgindo
O céu não parece estar mais
Tão acinzentado
Ao entardecer
Já tem um tom alaranjado
Lá na minha rua
Flores amarelas
De um jasmim
Caem ao meu lado
Talvez eu sinta falta
Desse inverno
De uma menina
Friorenta
Que gosta de se exibir
De gravata e terno

A garota francesa







Ela era
Meio burguesa
Apaixonada por chocolate
E sobremesas
Tinha um requinte
De princesa
Sofisticada
Da alta aristocracia francesa
Gostava de tomar
Café
Com bolinho inglês
Antigamente
Teve uma paixão platônica
Por um escocês
Que não durou muito
Pouco mais de um mês
Um encantamento
De súbito
Talvez...
Um rapaz
Que ela havia conhecido
Nas padarias
De Paris
Ele até poderia ter sido
Seu marido
Mas
Ela sempre sonhou e quis
Ser top model
Cantora
Talvez miss
Vivia de arte
Uma atriz
De muita sorte
Que atuava com
Seus musicais
Por toda parte
Uma artista de rua
Que cantava
Dançava
Quase nua
Com seus vestidos floridos...

O anel



Uma vez, quando eu era criança, a minha avó materna chegou com três anéis. Um tinha uma pedrinha quartzo rosa, o outro tinha uma pedrinha jade/esmeralda verde e o outro uma pedrinha topázio azul. Ela mostrou os três delicados e pequenos anéis banhados a ouro às suas três espevitadas netas, incluindo eu e disse bem assim:
-- Que cor vocês querem meninas?
Advinha só? As três netas com pouca diferença de idade escolheram o anel rosa. E agora vó?
-- Eu quero o rosa, vó!
-- Eu também quero o rosa, vó, esse anel combina mais comigo!
-- Vó, se tu não me der o rosa, eu vou chorar, vou contar pra minha mãe...
E sem saber o que fazer com as três netas impertinentes preferindo o anel de pedrinha quartzo rosa, a minha avó tomou uma decisão muito simples e sábia:
-- Então, vamos fazer um sorteio gurias...
Cada caixinha preta que continha o anel tão desejado estava fechada e assim não poderíamos saber qual a cor do anel que o destino nos reservaria. 
Minha prima do meio tirou o anel de pedrinha azul.
Minha prima mais nova tirou o anel de pedrinha rosa.
E eu tirei o anel de pedrinha verde.

Estrelas também sabem nadar




Poesia publicada na Antologia Escritos de um Verão pela Editora Illuminare (2017)


Foi naquele verão
Que eu escutei
Aquela canção
Um som de um violão
E o mar beijando
A areia vagamente
Com muita calma
Com inspiração!
Os garotos estavam
Como loucos
Procurando sereias na praia
Água de coco?
Pegadas de chinelo
Pegadas de sandália!
Meninas de maiô, biquíni e minissaia,
O vento tocando a lua
E o luau acontecendo
Na beira de praia!
Saudades...
Novas e antigas amizades
Um colorido de um verão qualquer
Alguém sozinho
Pensando na vida
Perdido na maré alta
Tomando um sorvete
Comendo um picolé!
Olha o sonho!
Grita o confeiteiro
Lá da outra esquina
Pão caseiro?