> Elisa entre gotas de poesia: Junho 2017

A cor da felicidade



-- Qual a cor da felicidade?
-- Sei lá, e felicidade tem cor?
-- Não sei, me diga você!
-- Às vezes, quando eu acordo bem cedo pela manhã, o dia parece estar meio nublado, mesmo com um lindo sol brilhante lá fora!
-- Mas o que você fez de errado?
-- Nada!
-- Todos nós temos dias bons e ruins, pois ninguém é perfeito, oras...Defeitos, oras...
-- Passam as horas e o relógio continua fazendo tique taque sem parar...
-- Tique Taque, você tem algum tique nervoso?
-- Quem, eu? Capaz...
-- Sim, preciso de paz, relaxar, fazer uma ioga, uma meditação, um relaxamento corporal...
-- Xi, vê se melhora esse astral!
-- Quando eu como chocolate 100% cacau, o meu coração fica tão feliz num tom azul turquesa.
-- E essa...
-- E essa, o quê?
-- E essa beleza da vida?
-- Comer chocolate?
-- Sei lá, pode ser...

Paris Apaixonada




       Será que o amor apenas acontece em Paris?
Quem sabe? Quem a desejou sempre a quis, passear por suas ruas glamourosas com aroma de café, croissant e um baguette recheado, quentinho, recém saído do forno. Passear de charrete, ter um mordomo,  um dia de madame. A vida em Paris se faz apaixonada, se faz apaixonante, cantinho, templo dos casais, templo dos amantes. Até a garçonete traz o café na bandeja com ares românticos repletos de suspiros. A beleza está em Paris, mas não essa beleza caricaturada talvez, mas uma beleza que somente Paris sabe reconhecer. A beleza de passear na rua, de um charme de uma praça, de uma ponte, de um lago, de um rio, ou de uma modelo magricela caminhando desapercebida por um fotógrafo oculto atrás de um poste de luz.

Candelabro italiano


Foi quando eu a vi
Pela primeira vez
À sombra
De um candelabro italiano
Romano
Ao som das teclas
De um piano
À penumbra
De uma sala  escura
Onde cantava uma soprano
Não havia versos
Em suma
Para aquela ocasião
Apenas uma leve e suave canção
Que ecoava
Timidamente
De um violão
Pelas paredes, pelas colunas,
Cortinas e tapetes
E pelo chão!
Alguém bebia licor
Um poeta
Falava de amor
Um escritor
Pensava em seu último romance
Ser feliz entre linhas
Sem chance!
Um pintor alemão
Desenhava o seu retrato
Enquanto ela
Sozinha
Brincava com os garfos!

Tricotando com a morte




Eu já encarei a morte
Tive medo
Tive sorte
Consorte
Pois ela olhou pra mim e sumiu
E até se fingiu
De desentendida
Talvez
Ainda não estivesse na minha hora
A morte fugiu
E foi embora
E agora?
Preciso cantar
Falar para a minha nora
..."Só nos últimos cinco meses
 Eu já morri umas quatro vezes 
 Ainda me restam três vidas pra gastar"...
Já cantava a cantora Pitty
Ai meu Deus do céu!
O que foi?
Será que eu vou morrer de sinusite?
Ou de gripe A?
Se assim você desejar...
Ou será H1N1?
Desse jeito
Eu não vou a lugar algum!
Será que a morte
Bebe licor ou meia taça de rum
Após o almoço?

Amor em Paris








Dia dos namorados
Novamente
Estou eu aqui
Por ti
Apaixonado
Mando cartas
Mando flores
E a vizinhança
Continua de rumores
Desse meu amor platônico
Coração
Sinfônico
Ser atômico
Estou meio catatônico
Até inventei um pseudônimo
Irônico?
Sinônimo
Monogâmico de esplendor
Esplendor apaixonado
De um só abraço
De um só beijo roubado
Permaneço calado
Extremamente fascinado
Já tentei de tudo
Mil e tantos absurdos
Mas nem o mundo
Pode compreender
Um romântico como eu
Inspirado
Que nasceu assim
Para amar escondido
Com palavras
Sem sentido
Aprendi com Shakespeare
Imitei Romeu
E por ti
Quase morri de amores
Creio eu
Até hoje
Piegas?
Paixão às cegas?
Minha roupa por acaso
É brega?

À Paris








Paris
Capital da moda
Da rosa
Da roda
De bicicleta
Das modelos
Das vitrines
Das bonecas
Tudo em Paris
É gourmet
Bonjour
Vous parlez français? 
Eu canto
Champs Élysée musique
Eu tomo um café
Sentada em uma boutique
Admirando os passantes
Paris
Capital do amor
Cidade dos amantes!
Tudo é tão chic
Tudo é tão élégant!