> Elisa entre gotas de poesia: A floresta nada encantada

A floresta nada encantada



Era uma vez
Uma floresta nada encantada
Onde o Lobo não era mau
E dava altas risadas
Contando piadas
Sem graça
Para a dona garça
Que andava de patins
Em um rio congelado
De pinguins bailarinos
Completamente atrapalhados
Seguindo o ritmo do sino
Sonhavam em voar
Para a Sibéria
Na carruagem da vovozinha
Uma tal de Dona Quitéria
Que vendia doces e tortas salgadas
Para os Três Porquinhos
Recém vizinhos da
Bruxa que não era malvada!



Ela sabia cantar
E plantava hortaliças
Para preparar sua salada orgânica
Cinderela era botânica!
Tinha princesa varrendo o chão
Fada madrinha
Sem varinha de condão
Sopa cheirosa
Saindo quentinha do caldeirão
Gigante colhendo feijão,
João e Maria
Comendo pipoca
Sentados no chão
Rapunzel assava pão caseiro
Robin Hood não era ladrão
Era carpinteiro!
A Bela Adormecida
Não dormia o dia inteiro
Era professora e conversava
Com os passarinhos e com as borboletas,
Dançava
Num sarau de sonetos
Com Julieu e Romieta!
Uma floresta de outro planeta?
Não!
Se ninguém vive feliz para sempre
Até o Pinóquio foi para escola
Para aprender que não se mente!
E a lebre e a tartaruga?
Até conheceram uma coruja
Que desenhava mapas do tesouro
Fazendo garatujas!



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