> Elisa entre gotas de poesia: 2017

Lascio i fiori in tuo cammino



Non posso dire
Che io non lo so vivere senza l'amore
Ma solo una canzone
Può dirmi cosa sento
In mio cuore
C'è un cielo
Nel mio inverno
Che appena sa cantare
Quando ti guarda
Da sola
Guardando il mare
Forse
Potrei solo parlare
Una volta
O cantare in francese
Che questo amore
Che pulsa in mio cuore
Fa rumore di allegria
C'è una sola sinfonia
Tra di noi
Che solo il mare
Conosce e canta
Posso persino aspettare
Un'eternità
Possono passare secoli
Ma non posso dire
Che tu non mi manca mai
Sento la speranza
Nel tuoi occhi
Da qui
Sento il vento che soffia
Nella tua direzione
Dove la luna
Da sola sa
Superare l'oscurità
In compagnia di stelle
Che scommessono
Nella nostra unione
Non posso essere vicino altrimenti
Il nostro destino
È già così giusto
E se qui
Per ora
Devo essere da solo
Lascio i fiori in tuo cammino

Céu amarelado







O inverno
Está indo embora
Espera mais um pouquinho
Logo agora
Chega a hora da Primavera
Com o canto dos passarinhos
Joaninhas e borboletas
Voam sozinhas
As folhas das árvores
Já não caem mais
Sinto o cheiro das flores
E o calor do vento
Te traz uma certa paz
O inverno está se despedindo
Um pouco de frio
Um pouco de chuva
E o sol
Vai se abrindo
E novas cores
Com outros amores
Vão surgindo
O céu não parece estar mais
Tão acinzentado
Ao entardecer
Já tem um tom alaranjado
Lá na minha rua
Flores amarelas
De um jasmim
Caem ao meu lado
Talvez eu sinta falta
Desse inverno
De uma menina
Friorenta
Que gosta de se exibir
De gravata e terno

A garota francesa







Ela era
Meio burguesa
Apaixonada por chocolate
E sobremesas
Tinha um requinte
De princesa
Sofisticada
Da alta aristocracia francesa
Gostava de tomar
Café
Com bolinho inglês
Antigamente
Teve uma paixão platônica
Por um escocês
Que não durou muito
Pouco mais de um mês
Um encantamento
De súbito
Talvez...
Um rapaz
Que ela havia conhecido
Nas padarias
De Paris
Ele até poderia ter sido
Seu marido
Mas
Ela sempre sonhou e quis
Ser top model
Cantora
Talvez miss
Vivia de arte
Uma atriz
De muita sorte
Que atuava com
Seus musicais
Por toda parte
Uma artista de rua
Que cantava
Dançava
Quase nua
Com seus vestidos floridos...

O anel



Uma vez, quando eu era criança, a minha avó materna chegou com três anéis. Um tinha uma pedrinha quartzo rosa, o outro tinha uma pedrinha jade/esmeralda verde e o outro uma pedrinha topázio azul. Ela mostrou os três delicados e pequenos anéis banhados a ouro às suas três espevitadas netas, incluindo eu e disse bem assim:
-- Que cor vocês querem meninas?
Advinha só? As três netas com pouca diferença de idade escolheram o anel rosa. E agora vó?
-- Eu quero o rosa, vó!
-- Eu também quero o rosa, vó, esse anel combina mais comigo!
-- Vó, se tu não me der o rosa, eu vou chorar, vou contar pra minha mãe...
E sem saber o que fazer com as três netas impertinentes preferindo o anel de pedrinha quartzo rosa, a minha avó tomou uma decisão muito simples e sábia:
-- Então, vamos fazer um sorteio gurias...
Cada caixinha preta que continha o anel tão desejado estava fechada e assim não poderíamos saber qual a cor do anel que o destino nos reservaria. 
Minha prima do meio tirou o anel de pedrinha azul.
Minha prima mais nova tirou o anel de pedrinha rosa.
E eu tirei o anel de pedrinha verde.

Estrelas também sabem nadar




Poesia publicada na Antologia Escritos de um Verão pela Editora Illuminare (2017)


Foi naquele verão
Que eu escutei
Aquela canção
Um som de um violão
E o mar beijando
A areia vagamente
Com muita calma
Com inspiração!
Os garotos estavam
Como loucos
Procurando sereias na praia
Água de coco?
Pegadas de chinelo
Pegadas de sandália!
Meninas de maiô, biquíni e minissaia,
O vento tocando a lua
E o luau acontecendo
Na beira de praia!
Saudades...
Novas e antigas amizades
Um colorido de um verão qualquer
Alguém sozinho
Pensando na vida
Perdido na maré alta
Tomando um sorvete
Comendo um picolé!
Olha o sonho!
Grita o confeiteiro
Lá da outra esquina
Pão caseiro?

Mesa de bar





Uma noite fria
Chuvosa
Escura
Nua sem estrelas
Um lugar de pouca gente
De insanos, malucos e crentes
Um bar
À meia luz
Ele olha para ela
E a seduz
Com dois goles de uísque
Ela ri duas vezes
Antes que ele pisque
Não fala nada
E acha que ele
Tem um ar debochado
Só faz piada
Ele ascende um cigarro
E ela
Até finge que olha para o lado
Ele precisa beber algo...
Álcool?
Para esquecer seu matrimônio
Ela já nem sabia
O que procurava
De seu sonho
Tinha esquecido
Mal lembrava...

A filosofia dos sentidos




Hoje, dia 05 de Agosto de 2017, eu aprendi uma filosofia de vida...
Um rapaz com câncer dizia para um senhor com Alzheimer:
-- Deus te deu dois ouvidos, dois olhos e uma boca, então escute mais, observe mais e fale menos. Ele dizia isso para o "vovô", pois o mesmo não parava de falar alto, gritando e reclamando de sua situação, pois além da demência muito avançada, aquele senhor estava com alguma outra complicação cujo eu não consegui identificar a causa.
Nossa eu achei isso tão esplêndido! Ouvidos, olhos e boca...Uma metáfora, uma comparação.
Eu estava na emergência da Santa Casa esperando para ser atendida, devido a uma infecção urinária, passei a madrugada toda ouvindo o rapaz com câncer conversando com esse senhor. 
Literalmente incrível!
Eu não dormi, pois fiquei conversando com a minha mãe.
E o rapaz com câncer no outro dia, todo empolgado, veio e me disse assim:
-- Ah guria, agora tu estás com sono né? Não dormiu de noite né? -- E ele sorriu para mim.
Eu sorri para ele e não disse nada, porque realmente eu estava anestesiada de sono.
Novamente, ele passa por mim, eletricamente, e disse:
-- Força e fé, vamos tomar um café?

Amor veneziano





Foi um amor
Que aconteceu
Em Veneza
Em meio à praia
Longe do sol
Próximo à natureza
Um amor
Que se perdeu
Perto de Verona
Ou talvez
Em Roma
Trágico
Mágico
Tipo Romeu & Julieta
Um amor veneziano
Entre uma francesa
E um romano
Eles eram
Apaixonados
Tomavam café
Conversavam juntos
E jogavam pétalas de rosa
Num lago
Viviam de arte e de afagos
Falavam de amor
Por toda parte
Visitavam museus
E riam sozinhos
Entre ruelas quase desertas
Ai meu deus
Como ele amava ela!
Uma pintora
Louca por aquarelas
Que por acaso
Um dia
Pediu uma carona
Para um escritor desconhecido
Eu duvido
De imediato ficaram amigos
Mas dizem que foi amor
À primeira vista
Em um passeio
De gôndola num rio
Eu creio
Foi o lugar
Em que ela sorriu primeiro
E o céu veneziano
Inspirava
Aquele poeta romano
Um tanto insano
Por cartas de papel
Ele vivia à moda antiga
E era gentil
Comprando torta doce
E margaridas!

Filmes & Poesias




A Bela & a Fera 

No interior da França
Vivia um príncipe 
Um tanto cruel e mimado
Que escondia os mistérios
De seu passado
O príncipe
Agraciado por sua beleza
Em um baile
Em seu castelo
Poderia estar
A procura de sua princesa
Se uma bruxa
No meio da noite
Não aclamasse por abrigo
A vossa alteza!
Ela lhe ofereceu
Uma rosa
Por gentileza
Ele tão convencido
Não mostrou-se cordial
Tão amigo
E sem candura
Expulsou a bruxa
Por sua velhice, pobreza e feiura!
A feiticeira
Vendo o príncipe
Agir daquela maneira
Tão fria e arrogante
Com sua magia
Desfez-se de seu roupante
Mostrou que beleza
Ela tinha 
E como punição
Lançou uma
Maldição no castelo
E em todos que lá
Habitavam
Quem dera
O príncipe virou
Uma fera
E para quebrar o feitiço
Voltando assim
A sua antiga aparência
O príncipe deveria
Descobrir o amor
E ser correspondido
Senão o seu castigo
Seria ser uma fera
Por toda a sua existência
Mas que desgosto!
Quem seria capaz de amar
Um monstro?                                     

Onde a neve encontra o mar






Quando a neve toca o mar
Já posso sentir
E respirar
Esse ar tão gélido
De um lugar desolado
Ibérico 
Pretérito
De um silêncio
Sem mistério
A neve cai 
Junto a um firmamento
Bem devagar
E acompanha a sorte
O caminho do vento!
Sem reclamar
A neve faz cócegas no mar
E suas ondas
Riem 
Para lembrar 
Quando flocos de neve
Tão pequeninos
Dançam com o mar!
É a mesma neve
Que cobre o navio
As águas de um rio
E um  chapéu 
De um menino
Recém formado
Bailarino
Que se põe a flutuar
Sobre um lago congelado
Quando o mar está de ressaca
Agitado!                                                  

La serveuse




Bonjour
Dit la serveuse
Accepte
Un café avec de la baguette?
S'il vous plaît
Il est une gracieuseté de la maison
Ah oui
Dit le client
Merci!
La serveuse se précipita
Échange la crème brulée
Par Ambrosia!
Accepte un chocolat chaud?
Entré dans la cafétéria
Un autre client!
Bonjour!
Un croissant
Un Petit Gateau
Que chic!
J'ai adoré ce bistrot!
Monsieur?                                              

A garçonete parisiense




Bonjour
Diz a garçonete
Você aceita 
Um café com baguette?
Por favor
É cortesia da casa
Ah sim
Agradece o freguês
Merci bocu
Muito obrigada!
A garçonete
Na correria
Trocou La Crème Brulée
Por Ambrosia!
Quanta serventia!
Aceita um chocolate quente?
Entrou na lanchonete
Mais um cliente!
Bonjour
Um croissant
Um Petit Gateau
Que chic!
Amei esse bistrô!
Monsieur?
Uma limonada
Por favor,
Sem açúcar!
A garçonete
De avental amarelo
Sem querer,
Recebeu um selinho na nuca!

Tic Tac

Tique Taque
Corre o vento
Aconteceu um 
Contratempo!
Nessa cidade
Onde eu moro
Acelera tudo
Com movimento!
Tic Tac
Acorda cedo
Alguém disse
Bom dia
Pelo whatsapp
Revelou algum segredo?
Tique Taque
Passam as horas
Do escuro eu
Tenho medo!                                                                                                             

Notícias do blog

                                      



04.08.16
 Um amor veneziano está sendo bem comentado no blog, e você gostaria de viver um romance em Veneza? Un bacione! http://www.elisaentregotasdepoesia.com/2017/07/amor-veneziano.html

 Uma nova inspiração em "Poesias no Divã", dizeres sobre um sonho, sobre a vida, e sobre o mar que te inunda, acesse http://www.elisaentregotasdepoesia.com/p/blog-page_30.html 


16.07.2017
 Hoje eu tive um sonho estranho. Sonhei que andava numa praia onde a areia estava toda coberta pela neve. É, pelo visto o inverno chegou até nos meus sonhos! E inspirou uma nova poesia, "Onde a neve encontra o mar", acesse e deixe seu comentário! Será que existe esse lugar? 


07.07.2017                                                    


Você já pensou em trabalhar em Paris e se sentir como uma garçonete parisiense? Deixe seu comentário. Oui! 



05.07.2017
O blog está de parceria nova com a agência Comunic@ Autor, venha conferir e conhecer este site! http://www.comaut.com.br/

Em breve o blog estará com seu canal no youtube! Aguardem novidades! 


  Nova postagem no blog "Tic Tac", uma sátira poética do despertador! Deixe seu comentário! http://www.elisaentregotasdepoesia.com/2017/07/tic-tac.html







                 







A cor da felicidade



-- Qual a cor da felicidade?
-- Sei lá, e felicidade tem cor?
-- Não sei, me diga você!
-- Às vezes, quando eu acordo bem cedo pela manhã, o dia parece estar meio nublado, mesmo com um lindo sol brilhante lá fora!
-- Mas o que você fez de errado?
-- Nada!
-- Todos nós temos dias bons e ruins, pois ninguém é perfeito, oras...Defeitos, oras...
-- Passam as horas e o relógio continua fazendo tique taque sem parar...
-- Tique Taque, você tem algum tique nervoso?
-- Quem, eu? Capaz...
-- Sim, preciso de paz, relaxar, fazer uma ioga, uma meditação, um relaxamento corporal...
-- Xi, vê se melhora esse astral!
-- Quando eu como chocolate 100% cacau, o meu coração fica tão feliz num tom azul turquesa.
-- E essa...
-- E essa, o quê?
-- E essa beleza da vida?
-- Comer chocolate?
-- Sei lá, pode ser...

Paris Apaixonada




       Será que o amor apenas acontece em Paris?
Quem sabe? Quem a desejou sempre a quis, passear por suas ruas glamourosas com aroma de café, croissant e um baguette recheado, quentinho, recém saído do forno. Passear de charrete, ter um mordomo,  um dia de madame. A vida em Paris se faz apaixonada, se faz apaixonante, cantinho, templo dos casais, templo dos amantes. Até a garçonete traz o café na bandeja com ares românticos repletos de suspiros. A beleza está em Paris, mas não essa beleza caricaturada talvez, mas uma beleza que somente Paris sabe reconhecer. A beleza de passear na rua, de um charme de uma praça, de uma ponte, de um lago, de um rio, ou de uma modelo magricela caminhando desapercebida por um fotógrafo oculto atrás de um poste de luz.

Candelabro italiano


Foi quando eu a vi
Pela primeira vez
À sombra
De um candelabro italiano
Romano
Ao som das teclas
De um piano
À penumbra
De uma sala  escura
Onde cantava uma soprano
Não havia versos
Em suma
Para aquela ocasião
Apenas uma leve e suave canção
Que ecoava
Timidamente
De um violão
Pelas paredes, pelas colunas,
Cortinas e tapetes
E pelo chão!
Alguém bebia licor
Um poeta
Falava de amor
Um escritor
Pensava em seu último romance
Ser feliz entre linhas
Sem chance!
Um pintor alemão
Desenhava o seu retrato
Enquanto ela
Sozinha
Brincava com os garfos!

Tricotando com a morte




Eu já encarei a morte
Tive medo
Tive sorte
Consorte
Pois ela olhou pra mim e sumiu
E até se fingiu
De desentendida
Talvez
Ainda não estivesse na minha hora
A morte fugiu
E foi embora
E agora?
Preciso cantar
Falar para a minha nora
..."Só nos últimos cinco meses
 Eu já morri umas quatro vezes 
 Ainda me restam três vidas pra gastar"...
Já cantava a cantora Pitty
Ai meu Deus do céu!
O que foi?
Será que eu vou morrer de sinusite?
Ou de gripe A?
Se assim você desejar...
Ou será H1N1?
Desse jeito
Eu não vou a lugar algum!
Será que a morte
Bebe licor ou meia taça de rum
Após o almoço?

Amor em Paris








Dia dos namorados
Novamente
Estou eu aqui
Por ti
Apaixonado
Mando cartas
Mando flores
E a vizinhança
Continua de rumores
Desse meu amor platônico
Coração
Sinfônico
Ser atômico
Estou meio catatônico
Até inventei um pseudônimo
Irônico?
Sinônimo
Monogâmico de esplendor
Esplendor apaixonado
De um só abraço
De um só beijo roubado
Permaneço calado
Extremamente fascinado
Já tentei de tudo
Mil e tantos absurdos
Mas nem o mundo
Pode compreender
Um romântico como eu
Inspirado
Que nasceu assim
Para amar escondido
Com palavras
Sem sentido
Aprendi com Shakespeare
Imitei Romeu
E por ti
Quase morri de amores
Creio eu
Até hoje
Piegas?
Paixão às cegas?
Minha roupa por acaso
É brega?

À Paris








Paris
Capital da moda
Da rosa
Da roda
De bicicleta
Das modelos
Das vitrines
Das bonecas
Tudo em Paris
É gourmet
Bonjour
Vous parlez français? 
Eu canto
Champs Élysée musique
Eu tomo um café
Sentada em uma boutique
Admirando os passantes
Paris
Capital do amor
Cidade dos amantes!
Tudo é tão chic
Tudo é tão élégant!                  

Poste de rua





Eu vi um poste de rua
Iluminando uma calçada
Eu vi um poste de rua
Na beira de uma estrada
Eu vi um andarilho
Tomando leite com sucrilhos
Sentado em um banco de praça
Embriagado sob a fumaça
De seu cigarro
Ao lado do poste de luz
Passavam alguns carros...
Embaixo de um poste de luz
Tinha um senhor de chapéu
Meio esquisito
Penteando seus poucos cabelos
Caçando moscas
Matando mosquitos!
Eu vi o amanhecer
Atrás de um poste de rua
Tinha uma mulher dançando valsa
Sozinha
E ela estava nua
Cantando para um rapaz
Só de bermuda
Jura?
Eu vi um poste de luz
Com seus fios enrolados
Em um galho de árvore
Do nada
Me deu vontade de comer
Cuscuz ou escondidinho de carne?

Viagem





Uma noite
Nessa estrada
Mais uma jornada
Novamente,
Abandono minha casa
Carros voam como o vento
Hoje, quase aconteceu
Um atropelamento
Penso na vida
Nos maus e bons momentos
Noite quente, enluarada
Estou exausta, cansada
Dirigindo mais uma vez
Nessa velha estrada...
Ao som dos insetos
Reflito:
O que é errado,
O que é certo?
Perco-me em meus pensamentos
Escuto buzinas
Meio sonolenta
Imaginei ter visto minha menina
Bela bailarina
Que bailava ao ritmo das cantigas
Coração doce, face serena
Minha grande amiga, minha pequena!

Pingos de chuva - Raindrops




Pingos de chuva no meu jardim
Pingos de chuva no meu capim
Pingos de chuva no meu jasmim
Pingos de chuva em cima de mim!
Pingos de chuva não vão ter fim?
Pingos de chuva no meu varal
Pingos de chuva no meu quintal
Pingos de chuva no meu avental
Pingos de chuva no meu jornal
Pingos de chuva na minha janela
Pingos de chuva na cara dela?
Pingos de chuva na passarela
Pingos de chuva na Cinderela!
Pingos de chuva lá na favela
Pingos de chuva na minha tigela
Pingos de chuva na minha varanda
Pingos de chuva molham a minha canga

Abbraccio




Abbraccio il tempo
Abbraccio il vento
Abbraccio il mondo
Abbraccio tutti
Abbraccio la morte
Abbraccio la fortuna
Abbraccio il mare
Abbraccio il fidanzato all' altare 
Abbraccio per festeggiare
Abbraccio di piangere
Abbraccio a gridare
E desiderare una buona salute
Abbraccio le tue idee
Abbraccio le tue virtù
Abbraccio la fatica
La gioa di un pagliaccio
Ogni realizzazione 
Che si succedere passo per passo
Abbraccio il cuscino
Il cantante, il postino
Ogni fiori dell mio giardino
Abbraccio il bambino
Abbraccio tutto il mondo
Tutti i giorni
Abbraccio il dottore
Abbraccio la infermiere
Abbraccio la spiaggia
Abbraccio la brezza
E fino quello
Ragazzo a petto nudo!


Abraço





Abraço o tempo
Abraço o vento
Abraço o mundo
Abraço tudo
Abraço a morte
Abraço a sorte
Abraço o mar
Abraço o noivo no altar
Abraço para se festejar
Abraço para se lamentar
Abraço para gritar
E desejar boa saúde
Abraço tuas ideias
Abraço tuas virtudes!
Abraço o cansaço
A alegria de um palhaço
A caatinga do cangaço
Cada conquista sua
Que se dá passo a passo!
Abraço o travesseiro
O cantor, o carteiro,
Cada flor do meu canteiro
Abraço todo mundo
O dia inteiro
Abraço o médico
Abraço o enfermeiro
Abraço a praia
Abraço a brisa
E até aquele rapaz
Sem camisa!                            

Princesas e super-heróis

                  





Valente 

Merida
Não queria se casar
Nem tampouco 
Um príncipe encantado
Tão cedo encontrar
Sonhava em ser livre
Cavalgar 
Pelas planícies selvagens da Escócia
Não queria um pretendente 
Nem usar um espartilho
Vestido
Apertado e quente nas costas
Tinha sua própria meta
Seu esporte preferido?
Arco e flecha!

Folhas de outono





Caem folhas sobre mim
Em cima da minha janela
Em cima do meu jardim
Folhas secas de outono
Estou com insônia
Estou sem sono!
Alguém tocou a campainha
Disse a vizinha!
Atende o modorno
E continuam caindo
Sobre mim
Folhas secas de Outono!