> Elisa entre gotas de poesia: Novembro 2016

Um Natal inusitado





O Natal estava quase chegando de novo, mas parece que ninguém se lembrara daquele humilde e singelo povo, escondido sobre uma montanha nevada e muito gelada! As casas já estavam enfeitadas, todas da mesma cor, lembravam casebres de contos de fadas, e a neve que caía sobre os telhados, parecia feita de um caramelo branco açucarado. Um homem fardado voltava de alguma guerra, ou talvez de alguma expedição desconhecida. A vida no vilarejo era tão pacata, até um pouco sem graça! Naquela noite, fria e congelada, crianças eram vistas pelas janelas brincando de guerra de almofadas! Era um rigoroso inverno, mas um senhor de gravata e terno muito corajoso, passeava com seu Bulldog inglês extremamente gordo. Muitos pinheiros enfileirados cobriam as ruas, que escondiam o brilho da lua, sobre o sul das montanhas. Todas as casas estavam iluminadas por pequenos lampiões e por enormes guirlandas com enfeites de algodão. Em uma das varandas, uma das crianças gritava quando caiu sobre o chão escorregadio. Estava tão frio. Um senhor carregava um barril de vinho tinto. Uma senhora tomava uma xícara de café, enquanto uma avó bem grisalha fazia um cafuné em seu neto. Dava para ouvir o barulho da neve caindo sobre o teto! O concreto das casas já estava todo esbranquiçado. O sol não aparecera há dias e o céu estava sempre nublado. Alguns visitantes chegavam da cidade vizinha mais próxima que ficava apenas a 5 km de distância do pequeno vilarejo. A escuridão sombria, até dava medo, e as estrelas zelavam por seus segredos! 


A borboleta interplanetária










A borboleta
Sonhava em conhecer
Uma porção de planetas
Queria viajar pelo céu
Como cometas
E estrelas cadentes
Em um dia chuvoso
Relampejante
Ela ganhou um presente
Caiu do céu
Uma gotinha de chuva
Tão pequenina
Que mais parecia
Um gomo de uva
Ela inspirada
Bateu suas asas
E entrou na bolha
Feita de água
E subiu para o espaço

Entre nuvens brancas
E dezenas de pássaros!                          

Disney Desencantada

Invadir o castelo foi fácil, difícil foi resistir a tantas maquiagens e chapéus de grife.
Exatamente isso. Essa história se passa em um lugar onde tudo era do avesso. A lua se via de dia e o sol se via à noite. Na madrugada, o céu era azul e na aurora, o amanhecer era escuro. Ao invés da chuva, as estrelas caíam do universo, como gotas cristalinas. As árvores eram plantadas de cabeça pra baixo, e de suas flores saíam frutos deliciosos, mas não podiam cair no chão, senão viravam sementes. Os rios e as cachoeiras eram salgados e os mares eram feitos de uma água bem docinha. Era um lugar desencantado, em que o faz de conta não morava num reino tão, tão distante, pois tudo se localizava bem pertinho. As princesas eram más, feias, chatas, desarrumadas, enquanto as bruxas eram boas, elegantes, rainhas enfeitadas. A Branca de Neve, por exemplo, havia tentado envenenar a bruxa que não era má, para se tornar a rainha mais bela de todas. A Bela Adormecida inventou um sonífero, pó do sono, e colocou no chá da Malévola. Seu efeito a fazia dormir durante o dia, e acordar durante a noite. A Cinderela pegara emprestado o sapatinho de cristal de sua madrasta para tentar chamar a atenção do príncipe, que dançaria com ela durante o baile todo.

Um balão entre nuvens


  



O balão vai subindo
Vai subindo até o céu
Com o vento
Cai o véu da noiva
Voam as tranças
Da Rapunzel! 
O balão sobrevoa
As montanhas
Os fiordes 
Os cataventos
E atravessa muitos
Oceanos azulados
O balão segue
O percurso dos pássaros
Que dançam
Ensaiados
Entre nuvens desenhadas
De algodão doce
Que se movimentam
Para além do horizonte!

O clã dos elefantes


                 

O elefante guloso
Sonhava em ser famoso
Queria ser reconhecido
Pelo seu povo
Não tinha problema
Em ser gordo
Comia rúcula
E tomate seco com ovo!

O curupira apaixonado




O curupira
Pira pira
Se apaixonou por
Uma vampira
Que usava um batom roxo
Ela por sua vez
Falava francês
Jogava xadrez
Mas se apaixonou
Por um vampiro moço
Lorde inglês!

O curupira
Gira gira
E corre com seus pés
Virados
Ele fica admirado
De ver as estrelas
Lá em cima
No céu escuro acinzentado!
O curupira de cabelo de fogo
Não costuma usar chapéu!
Ele se apaixonou
Pela noiva cadáver
De grinalda e véu!                                                        
                                                           

O saci







O saci pula
Pula de uma perna só
Ele gosta de cantar
Dó ré mi ré dó
O saci se balança
E se escorrega pelo cipó!

O saci passeia
Passeia pela floresta
O saci dança
E se remexe a beça!
O saci caminha
Ele não tem pressa
Está atrasado
Falta 1 minuto
Para sua festa!

A nova Dona Aranha





A Dona Aranha
Subiu pela parede
Era verão
Ela sentia muita sede
Bebia água de coco
E relaxava seu corpo
Numa rede!
Escorregou pelo seu suor
E caiu feito
Pecinha de dominó!

A Dona Aranha
Escalou uma montanha
De tão cansada
Tropeçou em sua banha
Caiu lá embaixo
Nas águas de um rio
Nadou e subiu
Chorou
Depois sorriu!
A Dona Aranha
Subiu em uma rocha
Da Dona Aranha gorducha
Ninguém ri
Ninguém debocha!

Filmes e Poesias

A duquesa (2008)






A duquesa
Tão jovem e animada
De família rica
Da nobreza
Aos dezoito anos
Já era casada
Com o duque de Devonshire
Pelo qual ela
Pensara ser amada
Em sua noite de núpcias
Já fora contestada
Sobre suas vestes e indumentária
Ela nem imaginava
O quanto ele era prepotente
Arrogante
E o quanto ela
Seria solitária!

Entre gotas de chocolate


Chocolate de sobremesa

Mãe
O que tem de sobremesa?
Mousse de chocolate
Com pedacinhos de morango
E calda de framboesa!
Mãe
Gotinhas de chocolate
Caíram no chão!
Tem chocolate no pé,
No pescoço e na mão!
Lascas no arroz
Lascas no feijão!
Mãe
Eu quero aquele
Chocolate de coração
E aquele outro
De formato de gato
Calma filha
Primeiro termina essa
Calda de chocolate
Que respinga
Do teu prato!                                          


                                          




Filmes e Poesias

Alice Através do Espelho (2016)




Um espelho
Um coelho sempre atrasado
Alice volta ao passado
Para tentar salvar o Chapeleiro Maluco
Que parece estar morrendo
Caduco!
Em sua viagem para China
A menina cresceu e virou
Capitã de um navio mercante
Recusou-se em se casar com Hamish
Seu pretende almofadinha
Que fora escolhido para ser
Seu marido, seu amante!

Entre gotas de chocolate


  




Entre gotas de chocolate...
Poesias que falam de chocolate
Com chocolate
De chocolate
Para todos os momentos
Climas
Mudanças de tempo
Contratempos
E temperamentos!

Verão gaúcho







Aqui já estamos quase
No verão
Então...
Dias mais quentes
Virão!
Muda o tempo
Muda o vento
Muda a estação!
Deixamos de tomar café
Para comer sorvete e picolé!
A praia está lotada
A gurizada brinca e corre
No mar e na areia
Hoje o céu está estrelado
Hoje é noite de lua cheia!


Doces ou travessuras?





Meia-noite
Toc Toc
Batidas na porta
Quem será?
Um fantasma e um orc
Pedindo um pedaço de torta!
Fiquei pasma!
A assombração disse
Boo
Quando olhei
Para uma árvore morta
E vi um corvo e um urubu!
Cuá Cuá
Doces ou travessuras?