> Elisa entre gotas de poesia: 2016

A cobra





A cobra tem cara de má?
A cobra já sabe assoviar
A cobra já sabe falar
Ela torce e retorce sem parar
A cobra toda amarela
Deu um susto na joaninha
Pela janela de sua vizinha
A cobra de sua toca
Fez amizade com uma minhoca
Ela até sonhando
Não para de fazer fofoca!
A cobra toda listrada
Só comi frutinhas
Com beterraba
A cobra está toda enrolada
Enrolada em seu cobertor
A cobra está apaixonada
Morrendo de amor
Pelo lagarto corredor!                                

Estrela-do-mar




Estrela-do-mar
Logo por quem
A senhorita foi se apaixonar...
Por um caranguejo
De beira de praia
Que mal sabe nadar
Que só anda pra trás...
Por uma gaivota esquecida          
Que só pensa em voar...
Por um marinheiro
Perdido
Que nem sabe pescar...
Por um golfinho querido
Que nem sabe beijar...
Por um sol escondido
Que nem vem pra te olhar...
Estrela-do-mar
Por que caiu aqui?
Sonhava em ter um amor
Se apaixonou por um siri

Alto-mar





Mar aberto
Destino incerto
Céu encoberto
Lugar deserto
Coberto por uma
Imensidão verde-azul
De constelações brilhantes
Que indicam a direção
Para os santos navegantes
Norte ou sul?
Gaivotas coloridas
De raios de sol
Sobrevoam por
Uma nova rota
Um pirata de uma perna só
Contou uma nova anedota
Pássaros
Costumam planar como o vento
Em alto-mar
Navegar é uma aventura
Um acontecimento!

Princesas e super-heróis


Batman - O homem morcego

Uma luz
Um sinal de morcego
Na escuridão
Gotham City está em perigo
Comissário Gordon
Quer que Batman
Entre em ação e combata
Seus inimigos!
O homem morcego
Luta contra os bandidos
E a corrupção
Do crime organizado
Uma charada
De um homem mascarado
Uma risada
De um louco desfigurado
Bruce Wayne
É atormentado
Por fortes lembranças
De seu passado
Um assassinato
Um órfão
Um menino abandonado
Adotado por Alfred Pennyworth
Um mordomo fiel e dedicado!                            

Quando eu abro a janela






Quando eu abro a janela
Eu vejo o sol
Eu sinto a lua
Eu escuto o silêncio
Da rua
Eu fico divagando
Pensando que
Eu não gosto de carne crua
E que ficaria constrangida
De andar nua pela cidade!
Quando eu abro a janela
Eu vejo pessoas
Eu admiro paisagens
Penso que estou em
Outro época
Passeando de carruagem
Saudades...
Vejo muitas imagens
E fico escutando
O assoviar dos passarinhos
Cantando para o sol da aurora
De seus ninhos
Fico pensativa
Converso com
Uma estrela amiga
Pensamento voa sozinho
Vejo rosas
Com alguns espinhos
E um casal apaixonado
Se amando de cantinho!

Princesas e super-heróis

    

 



Cinderela – A gata borralheira

Cinderela
Ascende o fogão
Tira o pó do tapete
Limpa os vidros
Esfrega o chão
Lava as panelas
Mandavam e desmandavam
Suas malvadas
Irmãs postiças
Anastácia e Drisella
Elas invejavam Cinderela
Por ser uma jovem
Tão gentil e bela!
As filhas da madrasta
De vida confortável
E privilegiada
Viviam brigando
E não faziam nada
De prestativo!
Ella tinha
Ratinhos e passarinhos
Como seus melhores amigos!                       

Princesas e super-heróis







A Bela Adormecida 

Aurora
Resolveu
Cantar com os passarinhos
E pelo caminho
Foi colhendo
Algumas flores
De variados
Formatos e cores
Ela morava
No chalé do vale
Com suas tias
Flora, Fauna e Primavera
Que ansiosamente
Estavam à vossa espera
Com um bolo de aniversário
E um vestido de princesa
Aurora quando chega
Fica surpresa
E se mostra apaixonada
Por um camponês
Talvez...?
Deduzem suas três tias
Fadas disfarçadas!
Azul ou rosa?

Minhas publicações




Editora Illuminare 

Antologia Memórias de um bar (2016)
Conto: Uma noite feita de dúvidas
Poesia: O garçom 


                                        Antologia Reis, Rainhas e Dinastias - Contos Medievais (2016)
Conto: Bella Luna: A magia de uma princesa



CBJE

Antologia Versos de Amor Maior (2016)
Poesia: Infinitos Amores


Antologia Contos da Carochinha e outras lorotas (2016)
Conto: Outono Encantado


















Entre gotas de chocolate



Chocolate de Natal?
Chocolate muda o humor
Muda o astral!
Sim senhor
Eu quero bombons de presente
Até a lua crescente
Espirrou gotas de chocolate
Lá longe
Para o planeta Marte!
Chocolate faz bem
Para a mente
Pode ser em dias frios
Ou em dias quentes!
Chocolate em toda época do ano!
Chocolate faz bem
Para o ser humano!

Filmes & Poesias

A Garota Dinamarquesa





Copenhagen
Década de 20
Dois pintores
Enquanto um
Pintava retratos
Outro pintava
Paisagens
De fiordes, montanhas,
Rios e flores!
Ele
Um paisagista de renome
Ela com suas ilustrações
Delicadas
Retratava
Jovens damas
Cheias de glamour
Estampadas
Talvez
Sussurrando bonjour
Na Vogue Francesa!

Um Natal inusitado





O Natal estava quase chegando de novo, mas parece que ninguém se lembrara daquele humilde e singelo povo, escondido sobre uma montanha nevada e muito gelada! As casas já estavam enfeitadas, todas da mesma cor, lembravam casebres de contos de fadas, e a neve que caía sobre os telhados, parecia feita de um caramelo branco açucarado. Um homem fardado voltava de alguma guerra, ou talvez de alguma expedição desconhecida. A vida no vilarejo era tão pacata, até um pouco sem graça! Naquela noite, fria e congelada, crianças eram vistas pelas janelas brincando de guerra de almofadas! Era um rigoroso inverno, mas um senhor de gravata e terno muito corajoso, passeava com seu Bulldog inglês extremamente gordo. Muitos pinheiros enfileirados cobriam as ruas, que escondiam o brilho da lua, sobre o sul das montanhas. Todas as casas estavam iluminadas por pequenos lampiões e por enormes guirlandas com enfeites de algodão. Em uma das varandas, uma das crianças gritava quando caiu sobre o chão escorregadio. Estava tão frio. Um senhor carregava um barril de vinho tinto. Uma senhora tomava uma xícara de café, enquanto uma avó bem grisalha fazia um cafuné em seu neto. Dava para ouvir o barulho da neve caindo sobre o teto! O concreto das casas já estava todo esbranquiçado. O sol não aparecera há dias e o céu estava sempre nublado. Alguns visitantes chegavam da cidade vizinha mais próxima que ficava apenas a 5 km de distância do pequeno vilarejo. A escuridão sombria, até dava medo, e as estrelas zelavam por seus segredos! 


A borboleta interplanetária










A borboleta
Sonhava em conhecer
Uma porção de planetas
Queria viajar pelo céu
Como cometas
E estrelas cadentes
Em um dia chuvoso
Relampejante
Ela ganhou um presente
Caiu do céu
Uma gotinha de chuva
Tão pequenina
Que mais parecia
Um gomo de uva
Ela inspirada
Bateu suas asas
E entrou na bolha
Feita de água
E subiu para o espaço

Entre nuvens brancas
E dezenas de pássaros!                          

Disney Desencantada

Invadir o castelo foi fácil, difícil foi resistir a tantas maquiagens e chapéus de grife.
Exatamente isso. Essa história se passa em um lugar onde tudo era do avesso. A lua se via de dia e o sol se via à noite. Na madrugada, o céu era azul e na aurora, o amanhecer era escuro. Ao invés da chuva, as estrelas caíam do universo, como gotas cristalinas. As árvores eram plantadas de cabeça pra baixo, e de suas flores saíam frutos deliciosos, mas não podiam cair no chão, senão viravam sementes. Os rios e as cachoeiras eram salgados e os mares eram feitos de uma água bem docinha. Era um lugar desencantado, em que o faz de conta não morava num reino tão, tão distante, pois tudo se localizava bem pertinho. As princesas eram más, feias, chatas, desarrumadas, enquanto as bruxas eram boas, elegantes, rainhas enfeitadas. A Branca de Neve, por exemplo, havia tentado envenenar a bruxa que não era má, para se tornar a rainha mais bela de todas. A Bela Adormecida inventou um sonífero, pó do sono, e colocou no chá da Malévola. Seu efeito a fazia dormir durante o dia, e acordar durante a noite. A Cinderela pegara emprestado o sapatinho de cristal de sua madrasta para tentar chamar a atenção do príncipe, que dançaria com ela durante o baile todo.

Um balão entre nuvens


  



O balão vai subindo
Vai subindo até o céu
Com o vento
Cai o véu da noiva
Voam as tranças
Da Rapunzel! 
O balão sobrevoa
As montanhas
Os fiordes 
Os cataventos
E atravessa muitos
Oceanos azulados
O balão segue
O percurso dos pássaros
Que dançam
Ensaiados
Entre nuvens desenhadas
De algodão doce
Que se movimentam
Para além do horizonte!

O clã dos elefantes


                 

O elefante guloso
Sonhava em ser famoso
Queria ser reconhecido
Pelo seu povo
Não tinha problema
Em ser gordo
Comia rúcula
E tomate seco com ovo!

O curupira apaixonado




O curupira
Pira pira
Se apaixonou por
Uma vampira
Que usava um batom roxo
Ela por sua vez
Falava francês
Jogava xadrez
Mas se apaixonou
Por um vampiro moço
Lorde inglês!

O curupira
Gira gira
E corre com seus pés
Virados
Ele fica admirado
De ver as estrelas
Lá em cima
No céu escuro acinzentado!
O curupira de cabelo de fogo
Não costuma usar chapéu!
Ele se apaixonou
Pela noiva cadáver
De grinalda e véu!                                                        
                                                           

O saci







O saci pula
Pula de uma perna só
Ele gosta de cantar
Dó ré mi ré dó
O saci se balança
E se escorrega pelo cipó!

O saci passeia
Passeia pela floresta
O saci dança
E se remexe a beça!
O saci caminha
Ele não tem pressa
Está atrasado
Falta 1 minuto
Para sua festa!

A nova Dona Aranha





A Dona Aranha
Subiu pela parede
Era verão
Ela sentia muita sede
Bebia água de coco
E relaxava seu corpo
Numa rede!
Escorregou pelo seu suor
E caiu feito
Pecinha de dominó!

A Dona Aranha
Escalou uma montanha
De tão cansada
Tropeçou em sua banha
Caiu lá embaixo
Nas águas de um rio
Nadou e subiu
Chorou
Depois sorriu!
A Dona Aranha
Subiu em uma rocha
Da Dona Aranha gorducha
Ninguém ri
Ninguém debocha!