> Elisa entre gotas de poesia: Eu brincando de Nietzsche - meus aforismos

Eu brincando de Nietzsche - meus aforismos



      Que linguagem é essa que fala, que narra, que pulsa, que cala, que circula em mim?Que linguagem é essa que vende, que sente, que tenta, que mente, que cutuca em mim?Que linguagem é essa - eu pergunto - que puxa, que traga, que quebra meus vícios, que instaura malefícios e benefícios? Que linguagem é essa, que sabe dos teus valores, que penetra nas veias, que espalha rumores? Que linguagem é essa, que institui mitos, gritos, gestos e ações?Que linguagem é essa, que me lê, ou que eu leio em revistas, propagandas, Internet, jornais e canções? Que linguagem é essa que me busca e que me traz..., que me degusta, me cheira, me toca, me provoca, me intimida, me convida, e me traduz em ritmos, cores, rimas variadas? Será que alguém sabe me dizer, porque essa linguagem é tão qualificada, ou talvez desqualificada? Certa ou errada? Que linguagem é essa que sabe todos os caminhos do meu corpo?


     Que linguagem é essa, que me invade, que me torna, que me faz letrado ou alfabetizado? Que linguagem é essa, que me inventa, me cria, me formula, rotula, me permiti existir? Afinal, que linguagem é essa, que brinca, que mexe, que desmancha, que lança, que pensa discursos e interlocuções? Que manipula reações e emoções? Para onde vai essa tão comentada linguagem, que pinta, que modela, que defini imagens, desejos e vontades em minha comunicação...? Por favor, por gentileza, alguém pode me explicar que linguagem é essa que sai do dicionário e vai para o rádio, ciberespaço, televisão? Então, a linguagem é teoria ou invenção? Não posso afirmar...nem ora justificar, embora a linguagem se diga de uma textura que tece uma cultura que circula uma postura circundante em mim.


                                                                                                                                        






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