> Elisa entre gotas de poesia: O rap do excluído

O rap do excluído




Eu moro na favela, e lá não tenho chance,
eu quero estudar, mas tô sem alcance.
A camada popular é dominada,
por uma elite que se diz alfabetizada.

A vida é difícil, não consigo emprego,
mas também tenho sonhos e desejos.
Quero uma oportunidade, para ser considerado,
gente de verdade, pela minha sociedade.

Ou preto, sou pobre, sou discriminado, refrão
tão dizendo que vou virar assaltante.
Cuidado, olhe pro lado, você pode ser assaltado.

A escola fecha o portão pra mim,
não me ensina que eu não devo ser assim,
me exclui, me condena, me passa o laço,
e ainda diz que sou culpado do seu fracasso.

Quero um futuro, minha liberdade,
mas pra mim isso parece uma castidade.
Minha cor, minha cultura, todo mundo pisa,
parece que ninguém me valoriza.

Sou preto, sou pobre, sou discriminado,
tão dizendo que vou virar assaltante.
Cuidado, olhe pro lado, você pode ser assaltado.

Parece que o mundo, lá fora,
é só o branco que controla.
E se eu ficar parado, ele me devora,
por isso mano, eu te digo que eu vivo pedindo esmola.


Melodia e letra: Elisa Riffel Pacheco
Guitarra: Caroline Mariath Correa 










3 comentários:

  1. Amiga! Essa musica me fez lembrar dos nossos momentos na faculdade! Saudades!!! Continua escrevendo, tu é muito boa!!! Beijão linda!!!
    Carol

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  2. Ah tu lembras né hehehe muito bom, até quem fim o rap do excluído está sendo divulgado! Obrigada amiga, tb te amo muito, saudades!

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  3. Pow Muito Bom ... Parabens

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