> Elisa entre gotas de poesia: Abril 2012

O rap do excluído




Eu moro na favela, e lá não tenho chance,
eu quero estudar, mas tô sem alcance.
A camada popular é dominada,
por uma elite que se diz alfabetizada.

A vida é difícil, não consigo emprego,
mas também tenho sonhos e desejos.
Quero uma oportunidade, para ser considerado,
gente de verdade, pela minha sociedade.

Ou preto, sou pobre, sou discriminado, refrão
tão dizendo que vou virar assaltante.
Cuidado, olhe pro lado, você pode ser assaltado.

A escola fecha o portão pra mim,
não me ensina que eu não devo ser assim,
me exclui, me condena, me passa o laço,
e ainda diz que sou culpado do seu fracasso.

Quero um futuro, minha liberdade,
mas pra mim isso parece uma castidade.
Minha cor, minha cultura, todo mundo pisa,
parece que ninguém me valoriza.

Sou preto, sou pobre, sou discriminado,
tão dizendo que vou virar assaltante.
Cuidado, olhe pro lado, você pode ser assaltado.

Parece que o mundo, lá fora,
é só o branco que controla.
E se eu ficar parado, ele me devora,
por isso mano, eu te digo que eu vivo pedindo esmola.


Melodia e letra: Elisa Riffel Pacheco
Guitarra: Caroline Mariath Correa 










Voltar de férias!


"E esse sentimento de verão? Quando eu penso que vou voltar de férias, já fico planejando como vai ser o meu próximo verão. Fico sonhando com o movimento da praia, com a brisa, o cheiro do mar e as cores que divertem a estação.Voltar de férias é lembrar dos finais de tarde deitada na rede, tomando aquele típico chimarrão. É lembrar de comer um milho com sal e manteiga sem culpa, sem frustração. É lembrar de fazer um passeio à noite, curtir uma balada, caminhar no calçadão.
Nossa, como é bom esse sentimento de veraneio! Como é agradável pisar na areia, molhar os pés na água salgada e sentir- se plena, realizada por um novo ano que começou.
Se a vida inicia nas férias? Isso não posso afirmar, mas quando viajo para o Litoral, às vezes não sinto vontade de voltar. Não importa se o céu está nublado ou estrelado, voltar de férias é lembrar daquele namorado jogando futebol sem camisa, enquanto eu penso nas “comprinhas” do camelô. Voltar de férias é recordar que eu me exibi um pouquinho de biquíni ou de maiô, aproveitando o clima, o sol, a praia, o calor!
E quando cair aquele temporal? Joga- se canastra com os seus vizinhos, amigos, ou simplesmente com o seu avô.
Agora, não sei se você, leitor, pensa como eu, mas não posso voltar de férias e esquecer do crepe “Romeu & Julieta”, do churros de doce de leite e do sorvete de abacaxi com menta. Ah, e aquele pastel quentinho de camarão ou siri, que encanta o paladar de senhores, senhoras, gurias e guris.
Voltar de férias tem um cheiro, um sabor tropical. Essa sensação pode começar no dia primeiro de janeiro, mas quase sempre termina ao findar o Carnaval. Voltar de férias é viajar de carro pela freeway e ter a certeza de que no ano que vem esses momentos acontecerão também."

Meu texto, no concurso cultural Voltar de férias é...Publicado em Zero Hora.

http://wp.clicrbs.com.br/editor/2012/03/02/conheca-a-nona-vencedora-do-concurso-voltar-de-ferias-e/


E você sabe?






O pato Mané não tinha
Chulé, o que ele quer?
Qua Qua Qua... Não sei, pergunta para a galinha!
Que galinha?
A galinha Mariquita
Ela é muito vaidosa e bonita!
O que ela quer?
Có, có, có, não sei... pergunta pra tua avó!
Que avó?
A avó Nina, que quando era criança
Dançava como uma bailarina,
O que ela quer? Não sei....
Pergunta para o João Ninguém!

Não ganhei este concurso cultural mas aí está o meu texto: te amo Porto Alegre!

Concurso Cultural
“Porto Alegre, meu lugar”

Que tri, Porto Alegre, meu lugar é aqui!

Porto Alegre,meu lugar, é aqui que eu quero ficar. Pode parecer nostálgico ou apaixonante mas esta cidade é contagiante e aconchegante! Quando eu me acordo pela manhã e não vejo toda aquela movimentação, já sei, é Domingo, dia de passear no Brique da Redenção. Como é boa essa sensação de ser porto-alegrense, isso é um privilégio que só a gente sente. Ah, eu já posso imaginar aquele velho navio no Cais do Porto chegar...,e o cidadão naquele típico caminhar, indo de lá pra cá, mas que para no meio do caminho para o Pôr-do-Sol contemplar. Nossa, Porto Alegre, como eu gosto de ti, gosto do teu ar, das tuas árvores, prédios, ruas, casas e construções, aqui eu já senti muitas emoções. Teu clima me chama, posso respirar as quatro estações. És colorada, és gremista, tens até um famoso monumento, o Laçador. És essa terra de gurias e guris, gaúchos, escritores, poetas que cantam a tua música com orgulho, respeito e amor. Que metrópole! Que centro urbano! Somos inundados de bairros, praças, parques, ambientes comerciais, e até de restaurantes mexicanos! E não podemos esquecer da tua noite, ela é tão movimentada, me diz: aonde é a balada? Posso estar na Zona Norte ou na Zona Sul, que te vejo minha capital com esse imenso céu azul. Bah tchê que legal essa região, aqui o churrasco é de tradição! Também tem bergamota, erva mate e..., o chimarrão. Não sei não, e se Porto Alegre vira moda no Brasil? Somos esse mix de açorianos, negros, bugres, alemães, italianos, somos esse território que marcamos com essa fala cantada. Porto Alegre, meu lugar, é aqui contigo, minha cidade amada!